domingo, 5 de dezembro de 2010

04 de dezembro de 2010. Da Praia Vermelha ao canal.





Dia amanhecendo com nuvens mas prometendo muito sol. A direção seria Cagarras pois o mar convidava. Mas invariavelmente mudamos os rumos dos treinos longos e hoje fomos então convencidas a acompanhar a canoa dos meninos até o Canal do Jardim de Alah. Era dia de levar Moana para o estaleiro e buscar Toa que estava na Lagoa.
Chico e Clóvis já estavam desembarcando por ali. Sabe lá que horas sairam para remar mas com certeza fugiram do calor que nos aguardava.






Arrumação das canoas, amarra das amas nos iacos e não tardou sairam quatro canoas de seis remadores e duas oc1 em direção à Ipanema. Os costões hoje estavam cravados de imãs arrastando os lemes para as beiradas verdes. Irresistível passar rente às paredes de pedra, em outra época do ano as canoas pedem distância desses paredões.













Canoa feminina esperta e veloz aproveitando a ondulação suave que nos empurrava em direção à Copacabana. Foram 40 minutos da Praia Vermelha até o canal. Belo ritmo sem muito cansaço apesar do calor insuportável que anda fazendo pelas beiradas.


Águas claras mas com bastante lixo boiando na superfície: garrafas pets e plásticos. Temperatura boa para um mergulho.
Poucas embarcações no mar. Fiquei sabendo que ontem foi apreendida uma quantidade enorme de sardinha em período de defeso. A notícia que tive é que o produto apreendido foi distribuído lá na Comunidade do Alemão. É triste ver que aqueles que dependem do mar não sabem mesmo como preservá-lo. É o hábito das atitudes inconsequentes que se projetam no tempo em seus resultados. O comportamento fica limitado ao momento, como se não houvesse um futuro. Pensando assim, não haverá mesmo. É preciso pensar além... e nem tanto além.











Mas voltando às águas, o trajeto até o Leblon foi tranquilo, sem vento, sem o mar sequer batendo na lage apesar de alguns meninos se divertirem com as pranchinhas de body board por ali. Algumas stand ups pelo meio do caminho confirmavam que o mar estava liso liso liso.
Ficamos à deriva no canal junto com Thiago e Felipe esperando, esperando, esperando... os meninos não voltaram da Lagoa com Toa e muito menos as outras duas canoas que sairam conosco da Praia Vermelha apareceram por ali, diferentemente do que havíamos cobinado. Na volta os encontramos parados no Arpoador, como quem não quer realmente nada.






Paramos por ali e ficamos um bom tempo, até a chegada dos meninos com a canoa reformada, linda, brilhando sob o sol que agora se apresentava rasgando a pele.
Edu estava por ali também no Arpoador e depois tomou rumo para as Cagarras onde Suzana ficou nos esperando. É... não fomos para as Cagarras para seguirmos com as outras canoas e acabou que nosso trajeto só foi acompanhado por elas apenas nos trechos de Copacabana até a Praia Vermelha. Tudo bem, mar é mar. É sempre bom qualquer rumo.
Principalmente quando a diversão e o descanso são certos. Muita gente flutuando, é bom flutuar juntos!






Na altura da Ilha do Anel fizemos um treino diferente. Apenas Carlita remava no leme enquanto as demais remadoras batiam pernas agarradas nos iacos. Ô sufoco! Lógico que não deu certo e antes que fôssemos arremessadas contra o costão subimos rapidamente para os bancos.











Chegando na Praia Vermelha, mais uma inovação. Pulo do motor para cima da ama e vou ali filmando e fotografando até a beirinha. Delícia de sensação. Por mim viveria ali, só registrando, deslizando rente a água sem o menor esforço. Mas acho que o resto da equipe não ficaria muito satisfeita.




video

No mais...  tira canoa, desamarra borrachas, leva canoa para o cavalete e o dia vira uma brincadeira  só.






Afinal hoje é sábado, temos mais tempo  até a hora do Churrasco que aconteceria lá nas beiradas do Cosme Velho, na casa da Teté! Despedida do ano, chá de fraldas da Clarinha, niver da Carlinha... a festa continua!







Um comentário:

  1. Encontrei o pessoal das canoas no arpoador.

    Fiquei de papo um bocado.
    Eles voltaram para a PV.
    Eu parti para as Cagarras.

    Ao chegar por lá encontrei Suzana e uma amiga voltando para a costa.
    Deviam ser umas 9 horas.

    Segui para circundar as ilhas.
    A água estava um pouco suja, mas nada sinistro.
    Muitas tartarugas enormes, peixes e gaivotas.
    Fiz alguns 'raftings', aportei na comprida.
    Fiquei um bocado lá em cima.
    Voltei pra água.
    Mais umas bandas pelas ilhotas perto.
    O mar estava fantástico.
    Saí de lá às 13:05.
    Com maré e vento a favor.

    Só no embalo!

    Edu Feijó

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