sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

11 de fevereiro de 2011. Coisas estranhas pelo mar...















Ainda estava escuro quando colocamos Abaeté na beirada da Praia da Urca. Na mureta estavam os remadores do Urca Va_a se preparando para montar a canoa. Maia saiu com eles hoje em razão do quórum maior do que seis. Bom para ela, nada como a água do mar para energizar.
Ainda que sejam águas com cheiro de esgoto e carregada de lixo. É... assim está a Urca. Assim que estão tratando as águas da baía de Guanabara.
É uma dó, ainda mais no verão que podemos passar raspando o paredão do Forte São João em um mar de almirante. Ainda mais no verão que o corpo suado pede um mergulho rodeado de uma costa incomparável em belezas naturais e monumento. Águas lisas e deliciosas de navegar. Paciência, contemplamos de cima da canoa, o mergulho fica lá para frente, em águas desabrigadas. E geladas ainda.
Logo na saída contornamos um imenso cruzeiro miniatura que descansava dentro do amanhecer. Mas amanheceu mesmo de sair sol só quando chegamos lá perto da Praia Vermelha, sempre mariscando, descubrindo fendas, entradas, subindo e descendo na ondulação em um brincar de gangorra pelas beiradas. Delícia!








Engraçado como a canoa responde ao movimento do corpo, Carlota teve um ataque de espirros e a cada espirro a canoa dava um pulo para frente. Acho que na próxima vez vou levar rapé!
Mas hoje também foi dia de coisas estranhas no mar... quase estranhas.
- Ai, bati o remo em algo, tomara que não seja um peixe ou uma tartaruga.
- Não. Era um bêile. Também bati. 
Bêile, sabe lá como escreve, é uma invencionice do linguajar da canoa. Nada mais, nada menos que uma vasilha de amaciante ou similar que se leva na canoa para retirar a água do fundo quando há muita. Logicamente não devia ser um bêile pois não creio que os canoístas abandonassem por ali um bêile. Mas podia ser uma vasilha de plástico grande boiando.
Lá nas águas da Praia Vermelha já chegando na ilha do Anel, um pesar depois de ver tantas gaivotas, urubus e garças voando. Aliás, o céu hoje estava coalhado de pássaros, tal qual o mar encrespado de cardumes.
- Ai, um pássaro morto!
- Não, é apenas uma folha. Ufa!
Já voltando para a Praia da Urca, remando junto com Marquinhos, que vinha na caiarca dupla com um companheiro sorridente, constatava que Carlota não enxerga p... nenhuma no mar. Paciência... eu também não!
- Olha ali que gracinha, é um peixe ou uma tartaruga com a cabecinha em pé balançando?
Peixe com cabecinha em pé balançando? Tartaruga que não afunda?
- Ai... é só uma garrafa com o gargalo para cima.
E assim foi.
Lá na praia Vermelha ainda encontramos Ester com Bruna, Pedro com o Comandante, Gustavo com Jurupi. Todos a caminho das Cagarras para passar o dia. Ô tempo bom que eu não tinha tempo para voltar, com certeza iria junto.
Encontramos também o Mássimo com sua remada inconfundível que para as ceguetas, ao longe, era a Silvinha chegando. Deixa pra lá...

















Na entrada da boca da barra entrou um sudoeste de levantar os cabelos e só conseguia pensar na turma que foi para as Cagarras. Mas são todos remadores experientes e com energia boa, que respeitam o mar e saberão conversar com o vento. As nuvens negras prometiam muita chuva, mas até agora não caiu. Ufa!
Desembarcamos ali na PU e lavamos Abaeté com a ajuda do Marquinhos e a companhia do Guilherme e mais um amigo. Bruno logo chegou de um descanso de dentro do carro. Hoje ficou ali de preguiça. Já sobre Abaeté a preguiça passou ao largo, boa remada com Carlota, cada vez gosto mais.




Nenhum comentário:

Postar um comentário