segunda-feira, 8 de novembro de 2010

08 de novembro de 2010. Maia de volta à Praia da Urca.






É realmente uma pena descobrir que existe um limite para postagem de fotografias em um blog, o jeito será criar blogs sucessivos mas manter as fotografias. Até porque hoje o dia já começou com o sol incendiando as beiradas da Praia Vermelha. Na reta que chega à pracinha do bondinho já estava tudo vermelho. Dia de sol!

Foto Carla

Eu e Carlota fomos levar Maia que já estava abusando do cavalete do pessoal da Rio Va_a. Mas sei que ela é bem vinda por ali, a retirada era apenas mais um motivo para nós levarmos a canoa de volta para a Praia da Urca. E com o mar que vem beirando o Rio nesses últimas dias, não teríamos problemas... ou quase.
Pensamos em chamar Fulano, Beltrano, Ciclano... mas levar Maia só nós duas seria também um desafio. Ah! Vamos nessa!
Águas claras, ainda frias e sem uma ondinha sequer lambendo as areias. Nada de lixo boiando por ali. Tão pouco vento. Perfeito!






Mais perfeito ainda foi encontrar Mássimo, Jorge e Machado saindo com suas individuais. Aliás, hoje li o nome da canoa do Machado. Tamahine! Linda! Em nome, em cor, em shape! Os tres nos ajudaram a levar Maia para a beiradinha para fazermos as amarras e zarparmos rumo à Praia da Urca.
Ai... estava sem o meu leme. Maia estava sem a quilha. Mas o dia era esse.
- Faz só o leme que eu remo! Já pressentia  a Carlota.



Imagina que sim... lá fomos nós duas no início zigue zagueando mas aos poucos aprendendo a domar uma oc4 de surf. Parecia uma canoa rebelde no início que prometia nos dar trabalho já que não tinham ondas para ela surfar. Mas o mar não deixou ela nos dar muito trabalho, estava liso, tranquilo. Cheguei a acreditar que a canoa nem precisa da quilha.


Na virada do costão do Pão de Açúcar o encontro com Bruno, Marquinhos, Tonho, Lariana Martina e mais dois. Não sei se são lindos por causa dos sorrisos, por causa do dia nascendo ou por tudo isso misturado. Foram para o leme treinar capotagem. Ainda nos chamaram mas tínhamos um longo trajeto em zigue zague pela frente.




Foto da Carla

Foto da Carla

Foto da Carla

Foto da Carla

 Mais um pouco  e encontramos o Chinês que garantiu que o cara de Cão estava tranquilo para passar mas que deveríamos passar rente ao costão pois a maré estava vazante.
- Passe longe do costão! Ouviu?
Já sei Carlota, já sei que a dica era para quem tinha o domínio total de sua embarcação, o que não era muito o nosso caso. Pensei... imagina se essa bicha vira com nós duas apenas? Ara, sai pensamento...





Espantei esse pensamento também lá no Cara de Cão quando a ondulação tinhosa nos fez dar um cavalo de pau. Espantei o pensamento deixandoi a canoa fazer o que queria por um instante. Afinal, 360o era melhor do que arriscar uma levantada de ama.
- Deixa a canoa ir!
Na verdade não era permitido fotografar em alguns lugares... mas fotografamos. O blog não cabe, o mar não deixa, mas o dia e a paisagem exigem! E o lixo que apareceu ali também tem que dar as caras. Puxa vida, comecei elogiando e é só virar uma esquina e aparecem sacos boiando... essas beiradas não merecem lixo, merecem fotos!



Virando o Cara de Cão águas mais do que tranquilas e passei o leme para Carlota que vinha até então remando praticamente só do lado esquerdo para proteger a ama e a direção. No início ela teve certeza de que era necessária  a quilha. Mas todas as certezas podem se transformar em dúvidas e em novas certezas em questão de remadas. Depois de pegar o jeito e me dar umas broncas para não remar angulado, a canoa fluiu reta e segura. Cheguei na praia da Urca pingando de suor.







Dia quente, canoa pesada para duas remadoras, mas a alma leve da missão cumprida. Maia estava de volta!

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