quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

07 de dezembro de 2016. Gente nova que chega, gente antiga que volta...

Hoje o dia amanheceu vermelho para logo depois virara azul celestial. Ou azul mar´timo. Tudo estava lindo. A Baía estava deslumbrante e mais calma ainda do que antes. Na primeira turma montamos um catamarã com 12 remadores e mais uma canoa com seis. Gustavo voltando, Eduardo voltando, Patrick e Adriano chegando... a canoa tem dessas coisas, um rodízio de gente que movimenta o presente. Nada igual, nem os dias, nem as beiradas, nem as pessoas. Isso é mágico. 
Gosto das pessoas que fotografam, principalmente quando não detém o olhar só no visor e amplia para o universo. Aproveito a Verinha e os poucos e suficientes momentos registrados para mostrar que não minto quanto às cores e à calmaria do mar. Obrigada Vera!






Na segunda saída de 7:30 o pessoal de sempre e mais a Mariana que marcou a saída inicial hoje e errou de praia. Perdeu a primeira saída. Voltar? Não. Vou no castelo e vem nos seguindo Giselle e Martinha de individual. Assim acomodamos todas as bundas. Onde há bunda não há falta. Onde abunda não falta! O melhor foi na volta ela maravilhada me dizer que ganhei uma remadora, tanto pelo deslumbre da paisagem quanto pela energia. Pois te digo Mariana, o entorno me energiza e vice versa. Somos parte do universo. Não é a tôa que fomos bombardeadas por vôos de gaivotas para todos os lados, hoje o tráfego aéreo estava intenso!










As saídas de individuais também servem para a evolução dos remadores. Fazemos um rodízio para que todos possam sentir o mar diretamente com cada remar. Remar em grupo é bom, remar solo também. Perguntem a quem foi...











terça-feira, 6 de dezembro de 2016

06 de dezembro de 2016. Em algum lugar... ondas de dois metros!

Hoje por muito pouco deixamos de ver o azul absurdo sobre as águas negras abissais da baía de Guanabara. Preguiça, fadiga, vontade amarrada no lençol... seja lá o que foi, não vingou!




Não olhei a previsão e lá na areia de novo a história de ondas de 2.0 pelas beiradas. 2.0 foi o motor turbinado da nossa canoa! O mar era um tapete de asfalto que só desfigurou no redor do Lage, ainda assim num balanço de berço que nem acorda criança. Singramos bem o mar em uma média de 10.2 km/h. Calculo que o trajeto Urca-aeroporto-Urca contornando o Forte Lage deu uns 8 kms, nada que o olhar não alcance.
Hoje não vou de muitas palavras até porque as imagens as abafariam... sendo assim, bom dia!




















Aqui era para ser o fim da postagem de uma matéria que escrevi enquanto aguardava minha mãe em sua aula de filosofia. Peguei o caminho da orla para voltarmos e voilá! Lá estavam as tais ondas de 2.0 e um vento sudoeste que retesava as bandeiras. Será outra cidade? Não. Ipanema, Rio de Janeiro. Mas o vento que venta lá não venta cá e as correntes podem transformar uma previsão de wind guru numa provável farsa. A previsão não errou, apenas dependendo do vento e da direção da ondulação,,, a onda que bate lá não bate cá! E nem em Copacabana!












segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

05 12 2016 Dia cinza só de palavras...

Até que Verinha poste suas fotos da saída de 7:30, restarão apenas palavras na postagem de hoje. No máximo uma fotinha do Rico Surf que ao contrário do windguru contou que as ondinhas no leme não passavam de um metrinho. O dia lá era cinza igual ao nosso dia dentro da baía.



Dia chuvoso sem pingo de chuva tanto na saída das 6:00 quanto na saída das 7:30. 
Curioso, maré cheia e praia vazia de canoas. Apenas no mar cruzei com Chinês de V1 e Bruno de caiaque. Nenhum clube se aventurou hoje na saída da Praia da Urca. Ou ressaca da noite anterior ou receio da ressaca de mar que não havia.
Na primeiras saída cruzamos o canal até o forte Santa Cruz em duas canoas de seis remadores e na segunda saída fomos até a Praia Vermelha em uma canoa de seis remadores.
Nada da previsão postada pelo windguru de ondas de 2.0 e ventos com rajadas de até 14 nós. Nada além da correnteza rotineira nas esquinas.
Hoje o relato é curto, sem foto e sem muita graça. Mas o povo das beiradas precisa saber que hoje o mar estava escuro e sujo pelos entornos da praia da Urca. Aliviava um cadinho lá do outro lado no Forte Santa Cruz e melhorava muito lá na Praia Vermelha.
Tentarei manter a máquina no pescoço. Assim não perderemos as imagens das passagens catando mariscos no cara de Cão e das gaivotas em voos rasantes em frente à canoa. Para quem vem ao mar cotidianamente basta fechar os olhos e imaginar... saberão do que escrevo.

sábado, 3 de dezembro de 2016

03 de dezembro de 2016 Batismo e cumplicidade.

Hoje o relógio não despertou. O treino com as namasteres estava marcado para às 6:00. Hora exata em que olhei o relógio. Ruim acordar no pulo e sair engolindo uma banana e um cafezinho requentado, mas hoje seria treino longo e certamente viria aquele arrependimento caso não fosse. Chegamos na areia e ainda rolava um enrola enrola danado que nos fez embarcar apenas às 7:00. Maré vazante com força, o que nos levou a tout vitesse até o Leme e nos acorrentou na volta. Por aqui nada de fotos ou a canoa não só permanece acorrentada como derivaria para a esquerda. E além do mais, nem trouxe a máquina.
As fotos que posto aqui são roubadas da Selma. Obrigada Selminha!



Desembarquei atrasada na areia e uma turma grande já aguardava para a segunda saída. Desta vez não iria para a zona sul mas sim para a Marina da Glória. Quem sabe na volta não conseguiríamos chegar a tempo de participar do batizado da canoa do Roc? É bom conhecer um pouco da cultura do esporte e perceber que o va'a mais do que um esporte é uma filosofia.














Passamos pela praia do flamengo e lá estavam reunidos remadores de diversos clubes: Carioca Va'a, Pilialoha Va'a, Guarderya, Brava'a e nós, Praia Vermelha Va'a.
Desembarque com cuidado para não arriscar nas ondinhas quebra cocos da praia do flamengo que de inocentes não têm nada.










Um café da manhã aguardava os remadores e logo foi iniciado o batismo sob o comando do Depardo, remador antigo que me ensinou um tanto tanto que sei e com quem comecei a remar.
Gostoso ver essa re-união e uma energia única passou de mão em mão na grande roda que se formou ao redor da canoa. Algumas palavras de um, de outro, trazendo para todos o significado do batismo e logo depois com uma cuia de madeira onde se misturou água do mar com água da cachoeira, Théo e Depardo abençoaram a canoa. 
Feliz reencontro, Um grande mestre e outro, grande parceiro de expedições. Lembro bem quando Théo me perguntou em uma noite na praia do Aventureiro: - Você que já tem idade, me diz qual o segredo de viver? Fiquei surpresa com a pergunta e só pude responder: - Viver! E isso ele vem fazendo muito bem!





Dali foi rumar para o Forte Lage para que a tripulação das tres canoas do Praia matasse um pouquinho mais da sede do mar e mergulhasse no meio de palavras e risos. Foi o tempo de ver passar Gabi com a turma do Guarderya, em canoas individuais, me avisando que Regina vinha logo atrás. Mas aí já não dava tempo de tanto confraternizar, o sol já subia a pino e era hora de voltar.
Dia bom, dia de resgate. O relógio pode não tocar mas o corpo já está adestrado! Busca mar!