segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

06 de dezembro de 2010. Mar, vaidoso mar!





O temporal que caiu ontem sobre a cidade certamente deixaria as águas despovoadas, mas nem tanto... O dia já amanheceu com um buraquinho no céu anunciando que o sol não quer saber de ficar escondido. Pena para quem ficou escondido da chuva, ela nem veio...
O pessoal da Rio Va_a estava lá nas beiradas da Praia Vermelha, pronto para entrar na água às 6:15 da manhã. Hora em que entrei com Janaína.
O mar estava como era de se esperar, depois do pancadão de água que caiu durante a noite, águas espessas, escuras, cheias de lixo flutuando, muitas folhas de árvores mas muitas garrafas pets e plásticos.


As areias estavam lisas e lambidas da chuva, com algumas latas de lixo esperando um bondoso gari levar para longe.
Apesar das águas sujas, uma tartaruga ainda arriscou a cabeça para fora nos convidando a entrar nas águas. Nem precisa, o convite já estava aceito!



O mar estava deslumbrantemente liso, tal qual as areias. Hoje  a direção escolhida foi o São Pedro lá na Urca. Será o trajeto da Rio Va_a, competição internacional que acontece nas águas do Rio de Janeiro neste sábado e domingo próximos.
Queria marcar no relógio em quanto tempo eu faria o percurso com Janaína e aproveitaria para simular uma rotina que iniciará nesta quarta feira. A partir desta quarta feira o blog só irá ao ar no dia seguinte pois só poderei levar as meninas para navegar na madruga e depois... corre corre para um novo trabalho. Não creio que me sobrará tempo durante o dia para contar as novidadaes, só mesmo na hora de dormir. Vai ser bom relembrar o bom do dia no final do dia, o bom de viver nas beiradas...




Pois sim, fomos beirando os costões em um mar liso de entediar e nada de fotografias para não interromper a simulação. Chegamos em 32 minutos na virada de São Pedro e resolvemos fazer uma visita ao Marquinhos e ao Bruno ali nas Beiradas da Urca. Estavam lá dando aula de manobras e mais tarde seguiriam para a capotagem... argh, hoje não era um bom dia para capotar! Águas densas, talvez os remadores nem conseguissem furar a linha d'água... Tonho estava lá na mureta reclamando meu cancelamento da circunavegação da Ilha Grande. Puxa Tonho, vai doer mais em mim e nas meninas não podermos ir... estarei em energia no batizado do Ulmo!
Depois de um breve tempo conversando com Marquinhos resolvemos tomar rumo para acertar as contas com o relógio. Nada de vento, mar liso, condições perfeitas para navegar!



Aqui entra a vaidade do mar...
Os trinta e dois minutos que levamos na ida foram repetidos na volta. Um detalhe para a volta, ainda fomos parando para registrar o dia lindo que fez nas beiradas. O mar vaidoso, quando sentiu que seria pouco fotografado, mandou uma corrente favorável avisando:
- Me fotografa que te faço chegar no mesmo tempo em que veio!











Dito e feito! Maré deliciosa na volta, costeando, mariscando, quase subindo nos costões. Na virada do costão do Pão de Açúcar ainda deu para chegar junto com os meninos que foram ao mar. 




Equipe da Rio Va-a treinando forte, que todos se preparem! E junto da equipe, de volta o Mássimo, energia boa de volta para as beiradas.




Saída rápida das águas e Janaína foi logo levada para o cavelete. Depois de tirado o bujão foi um verdadeiro chuveiro de água. Acho que o sacode que ela tomou das ondas na última vez não deu bom resultado, depois da Rio Va_a terá que ir para o estaleiro.
Simulação a todo vapor e 9 horas já estava no trabalho. Banho tomado, café da manhã engolido e alma lavada. Minha rotina não me tirará o prazer das remadas, a não ser que eu queira... e a preguiça me vença!




domingo, 5 de dezembro de 2010

04 de dezembro de 2010. Da Praia Vermelha ao canal.





Dia amanhecendo com nuvens mas prometendo muito sol. A direção seria Cagarras pois o mar convidava. Mas invariavelmente mudamos os rumos dos treinos longos e hoje fomos então convencidas a acompanhar a canoa dos meninos até o Canal do Jardim de Alah. Era dia de levar Moana para o estaleiro e buscar Toa que estava na Lagoa.
Chico e Clóvis já estavam desembarcando por ali. Sabe lá que horas sairam para remar mas com certeza fugiram do calor que nos aguardava.






Arrumação das canoas, amarra das amas nos iacos e não tardou sairam quatro canoas de seis remadores e duas oc1 em direção à Ipanema. Os costões hoje estavam cravados de imãs arrastando os lemes para as beiradas verdes. Irresistível passar rente às paredes de pedra, em outra época do ano as canoas pedem distância desses paredões.













Canoa feminina esperta e veloz aproveitando a ondulação suave que nos empurrava em direção à Copacabana. Foram 40 minutos da Praia Vermelha até o canal. Belo ritmo sem muito cansaço apesar do calor insuportável que anda fazendo pelas beiradas.


Águas claras mas com bastante lixo boiando na superfície: garrafas pets e plásticos. Temperatura boa para um mergulho.
Poucas embarcações no mar. Fiquei sabendo que ontem foi apreendida uma quantidade enorme de sardinha em período de defeso. A notícia que tive é que o produto apreendido foi distribuído lá na Comunidade do Alemão. É triste ver que aqueles que dependem do mar não sabem mesmo como preservá-lo. É o hábito das atitudes inconsequentes que se projetam no tempo em seus resultados. O comportamento fica limitado ao momento, como se não houvesse um futuro. Pensando assim, não haverá mesmo. É preciso pensar além... e nem tanto além.











Mas voltando às águas, o trajeto até o Leblon foi tranquilo, sem vento, sem o mar sequer batendo na lage apesar de alguns meninos se divertirem com as pranchinhas de body board por ali. Algumas stand ups pelo meio do caminho confirmavam que o mar estava liso liso liso.
Ficamos à deriva no canal junto com Thiago e Felipe esperando, esperando, esperando... os meninos não voltaram da Lagoa com Toa e muito menos as outras duas canoas que sairam conosco da Praia Vermelha apareceram por ali, diferentemente do que havíamos cobinado. Na volta os encontramos parados no Arpoador, como quem não quer realmente nada.






Paramos por ali e ficamos um bom tempo, até a chegada dos meninos com a canoa reformada, linda, brilhando sob o sol que agora se apresentava rasgando a pele.
Edu estava por ali também no Arpoador e depois tomou rumo para as Cagarras onde Suzana ficou nos esperando. É... não fomos para as Cagarras para seguirmos com as outras canoas e acabou que nosso trajeto só foi acompanhado por elas apenas nos trechos de Copacabana até a Praia Vermelha. Tudo bem, mar é mar. É sempre bom qualquer rumo.
Principalmente quando a diversão e o descanso são certos. Muita gente flutuando, é bom flutuar juntos!






Na altura da Ilha do Anel fizemos um treino diferente. Apenas Carlita remava no leme enquanto as demais remadoras batiam pernas agarradas nos iacos. Ô sufoco! Lógico que não deu certo e antes que fôssemos arremessadas contra o costão subimos rapidamente para os bancos.











Chegando na Praia Vermelha, mais uma inovação. Pulo do motor para cima da ama e vou ali filmando e fotografando até a beirinha. Delícia de sensação. Por mim viveria ali, só registrando, deslizando rente a água sem o menor esforço. Mas acho que o resto da equipe não ficaria muito satisfeita.






No mais...  tira canoa, desamarra borrachas, leva canoa para o cavalete e o dia vira uma brincadeira  só.






Afinal hoje é sábado, temos mais tempo  até a hora do Churrasco que aconteceria lá nas beiradas do Cosme Velho, na casa da Teté! Despedida do ano, chá de fraldas da Clarinha, niver da Carlinha... a festa continua!